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    Anamatra, ANPR, Ajufe e OAB divulgam manifesto contra nepotismo

    09/11/2005

    O documento será encaminhado ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que recentemente aprovou Resolução que proíbe o nepotismo no Judiciário.


    O presidente do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ministro Nelson Jobim (que é também presidente do Supremo Tribunal Federal), recebe nesta terça-feira (08) manifesto firmado pelas quatro entidades mais representativas dos operadores do Direito em apoio às medidas que o órgão vem adotando contra a prática do nepotismo no Poder Judiciário.

    Assinada pela Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil, Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) e ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), a nota equivale a uma declaração de guerra contra a resistência exibida por presidentes de Tribunais de Justiça à Resolução nº 7 do CNJ. Esta medida impediu a prática do nepotismo nos órgãos do Judiciário, punindo a contratação de parentes até o terceiro grau.

    "Além de ferir fundamentos básicos do ideário republicano, o nepotismo desacredita as instituições do Estado perante a sociedade", afirma o manifesto de apoio ao CNJ, assinado pelos presidentes da Anamatra, José Nilton Pandelot; OAB, Roberto Busato; Ajufe, Jorge Maurique, e ANPR, Nicolao Dino.

    "É uma irregularidade que precisa ser evitada e extirpada de vez da vida pública do País", acrescenta a nota conjunta. O documento também apóia as decisões do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) que punem o nepotismo. A nota será entregue também ao presidente do CNMP, Antonio Fernando de Souza, procurador-geral da República.

    A Anamatra desenvolve há anos uma intensa campanha contra o nepotismo na Justiça do Trabalho. A entidade foi a primeira a provocar o CNJ contra a contratação de parentes na Justiça do Trabalho, por meio de um requerimento encaminhado no início de agosto deste ano ao ógão. No dia 18 de outubro último, o Conselho aprovou a Resolução que pôs fim ao nepotismo no Judiciário.

    *Com informações da OAB.

    Leia abaixo a íntegra do manifest

    Nota contra o nepotismo

    Em defesa da ética e da moralidade na Administração Pública brasileira, os presidentes das entidades abaixo-assinadas manifestam irrestrito apoio aos termos das resoluções do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, que estabelecem medidas impeditivas à prática do nepotismo no Poder Judiciário e no Ministério Público.

    Além de ferir fundamentos básicos do ideário republicano, o nepotismo desacredita as instituições do Estado perante a sociedade, desservindo a ambas. É uma irregularidade que precisa ser evitada e extirpada de vez da vida pública do país.

    Tais resoluções constituem providências eficazes, de natureza preventiva e repressiva, desses dois Conselhos Nacionais e que merecem o irrestrito apoio das instituições e da sociedade civil, não merecendo crédito quaisquer reações anacrônicas oriundas de alguns segmentos conservadores que ainda insistem em manter os olhos somente voltados para o passado. O apoio majoritário do próprio Poder Judiciário, do Ministério Público e de outras instituições que representam o universo dos operadores do Direito mostra a justeza e oportunidade dessas iniciativas.

    Mais que apoiar as Resoluções, os signatários entendem que é preciso fortalecê-las, aperfeiçoando mecanismos que tornem esse combate implacável e cada vez mais eficaz. A causa é da cidadania, fundamentando-se nos mais elementares princípios da ética republicana e da moralidade administrativa.

    Brasília, 08 de novembro de 2005

    Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE)
    Jorge Maurique

    Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA)
    José Nilton Ferreira Pandelot

    Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR)
    Nicolao Dino de Castro e Costa Neto

    Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
    Roberto Busato



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